Texto: Carol Menezes (Secom) / Fotos: Ricardo Amanajás (Ag.Pará)

As obras de macrodrenagem do Tucunduba, em Belém, entraram em uma nova fase nesta quinta-feira (16), com o início da pavimentação asfáltica do trecho entre as ruas dos Mundurucus e 2 de Junho. As intervenções, que visam acabar com décadas de transtornos por causa dos constantes alagamentos, vão beneficiar moradores de cinco bairros influenciados pela bacia, e devem ser concluídas em 2022. No entanto, há etapas com previsão de entrega já para o primeiro semestre do próximo ano.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, Ruy Cabral, foi ao local acompanhar mais essa etapa do projeto, que abrange os bairros da Terra Firme, Guamá, Canudos e Marco. "Ficamos por aqui alguns dias com a aplicação da primeira camada, iniciando a segunda logo após a cura e o endurecimento do concreto. É algo que trará maior qualidade de vida a essas pessoas, porque melhora a mobilidade, trata da questão dos alagamentos. É uma luta de muito tempo do povo de Belém, uma obra que se arrasta desde 1997, e finalmente estamos conseguindo dar celeridade", explicou o titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop). 

Resultados - A macrodrenagem no Tucunduba terá impactos positivos também em outros canais efluentes, como os da Travessa Timbó, Vileta e Gentil Bittencourt. "Os efeitos são imediatos. Eu agradeço à população, que é a parte mais afetada e nos ajudou a alinhar esse trabalho, que era um imbróglio que não tinha fim. Determinamos, inclusive, o acompanhamento social para a instalação de quem será tirado da área de risco da margem do canal. Esta é uma obra de solução de problemas da cidade", destacou Ruy Cabral.

Além do asfaltamento de vias, está sendo realizada a correção dos leitos dos canais. O processo se resume à retirada do maciço que fica no fundo, formado por areia e lama, para dar maior fluidez às águas. O projeto também inclui o revestimento das paredes do canal com grama, garantindo assim a sustentação e firmeza para evitar a erosão decorrente das chuvas e marés.

Estrutura – A Sedop mantém no local três frentes de trabalho, que mobilizam 310 profissionais, atuando todos os dias para garantir o cumprimento do cronograma. Operário há 27 anos, Nivaldo Santos integra uma das equipes e afirma que "a gente é muito grato a toda a comunidade, que basicamente corresponde a 80% das pessoas que estão trabalhando aqui. São nossos vigias, quem cuida do nosso maquinário, nos recebe bem". Ele compõe um grupo de 130 operários que atua nesta segunda fase do projeto, envolvendo os 800 metros entre as ruas São Domingos e Mundurucus; os 700 m da Rua dos Mundurucus a 2 de Junho, e os 700 m entre a 2 de Junho e a Vileta.

Moradora do entorno do canal, Luiza do Carmo, 58 anos, diz que já perdeu a conta das promessas de acabar com os problemas na área. "Ouço isso desde que meus filhos eram crianças, e hoje estão todos grandes, casados. Já começou a melhorar, não enche mais como antes, diminuíram os assaltos e dizem até que vai passar ônibus. Vai ficar melhor ainda", acrescenta Luiza.

 

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