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Moradores do Tucunduba comemoram primeira parte da obra do canal

 

            As obras do canal do Tucunduba, no trecho de 820 metros entre as Ruas São Domingos e Mundurucus, nos bairros do Guamá e Terra Firme, estão aos poucos mudando a paisagem desses lugares. A dona de casa Creuza Padilha mora às margens do canal há mais de quatro décadas e vem comprovando as mudanças.

“Tenho 59 anos e moro aqui com meu marido e meus três filhos há quase 40 anos. E sempre quando tinha maré alta, sofríamos com os alagamentos. Agora não”, diz. O marceneiro Edmilson dos Santos, 42 anos, também já percebeu as mudanças. “Antes eu e minha família morávamos em cima do canal. Fui remanejado e hoje percebo como as coisas mudaram por aqui”, comenta.

A obra de saneamento do canal do Tucunduba está sendo executada pelo Governo do Estado que já pavimentou duas grandes avenidas com cerca de 800 metros de extensão, nas duas margens do canal. A obra incluiu ainda o alargamento do canal – com a drenagem, dragagem e limpeza –, instalação de tubulação de esgoto, construção de calçadas, ciclo faixas, muretas de proteção, três pontes de concreto e uma passarela metálica. “No momento as equipes estão trabalhando na construção das novas pontes do Caraparu e da Brasília, que vão substituir as velhas pontes de madeira. Além destas, também será construída uma terceira ponte, próxima à Rua dos Mundurucus” explica o engenheiro Gilmar Mota, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop), órgão responsável pela coordenação e fiscalização da obra.

Além da construção das novas pontes, cerca de 80 operários também trabalham no aterro e pavimentação dos 200 metros finais da obra, já próximo a Rua dos Mundurucus. Nessa etapa, 14 postes antigos de iluminação que causavam interferência na obra foram retirados e substituídos por novos, um trabalho feito em parceria com Rede Celpa.

Tucunduba

Considerada a segunda maior bacia hidrográfica da capital, o Tucunduba atravessa quatro bairros: Guamá, Terra Firme, Canudos e Marco. Nesta etapa, 149 famílias que ocupavam irregularmente o leito e as margens do canal foram cadastradas, sendo que 64 foram remanejadas para o residencial “Viver Melhor Primavera” construído pela Prefeitura, no bairro do Tapanã. O restante das famílias optou por receber indenização. A conclusão desse trecho está prevista para o primeiro semestre deste ano. Nesta primeira etapa estão assegurados investimentos no valor de R$ 34,2 milhões, recursos provenientes do Orçamento Geral do Estado e da Caixa Econômica Federal.

No cronograma de serviços da Sedop, o projeto de macrodrenagem da bacia do Tucunduba contempla ainda dois trechos: trecho 02 - já licitado - da Rua dos Mundurucus até a Passagem 2 de Junho. E o trecho 03 (que ainda será licitado) - da Passagem 2 de Junho até a Rua da Vileta. Com a conclusão das obras, serão beneficiados 250 mil moradores dos bairros de Canudos, Guamá, Terra Firme e Marco. O investimento total é estimado em R$ 121,8 milhões.

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Comitê Gestor do Plano Existir inspeciona obras do Centro Integrado

Na tarde desta quarta-feira (28), representantes de secretarias que integram o comitê gestor do Plano Estadual de Ações Integradas à Pessoa com Deficiência (Existir) visitaram as obras do Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), em Belém. A visita técnica foi solicitada por Daniele Khayat, diretora-geral do Núcleo de Articulação e Cidadania (NAC), do Governo do Pará, com o objetivo de informar aos participantes do Plano sobre o andamento da obra e mostrar as ações planejadas para o local.

“É muito importante que todos que trabalham diretamente com a pessoa com deficiência saibam o que está sendo feito. Afinal, são eles que vão atuar aqui. Pudemos ver de perto os espaços onde funcionará a triagem, reabilitação, radiologia, prótese e órtese, entre outros. Todos ficaram muito satisfeitos com o que viram, e ansiosos para o funcionamento”, disse Daniele Khayat. O CIIR está em fase final de construção, devendo ser inaugurado até o final do primeiro semestre de 2018.

Comodidade- O Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação agregará, em um único espaço, assistência médica, odontológica, reabilitação, capacitação, oficinas para produção de próteses e serviço de apoio e diagnósticos. A instituição será administrada pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

O espaço é dividido em cinco módulos, totalizando 15 mil m² de área construída. No primeiro módulo funcionarão os consultórios médicos; no segundo, os setores de fisioterapia e reabilitação, e no terceiro será a área administrativa, com diretoria, almoxarifado e outras dependências. No quarto módulo ficará a oficina de próteses, espaço para realização de artes cênicas e biblioteca, e o quinto será dedicado à Ruína, prédio restaurado de uma antiga igreja construída em Belém pelos padres mercedários.

O complexo de reabilitação está instalado à margem da Baía do Guajará. Assim, a população ribeirinha também será contemplada com o atendimento do CIIR, que inclui o Centro Especializado de Reabilitação (CER IV) para deficiência visual, auditiva, intelectual e física; Oficina Ortopédica com dispensação, confecção, manutenção, ajustes de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, ocular e auditiva, e o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO II).

Referência - O CIIR será referência nesse tipo de assistência no País, contemplando ainda a inclusão social e cultural com atividades de arte e educação. “Vamos instalar uma biblioteca inclusiva para Braille e Libras (Língua Brasileira de Sinais). Teremos um laboratório de manipulação em argila e trabalhos manuais, além de aulas de dança e teatro. Essas oficinas são para garantir também a inclusão para os familiares das pessoas que precisam de reabilitação, que podem aguardar o paciente sendo atendido”, explicou a presidente da Fundação Cultural do Pará, Dina Oliveira.

De acordo com o último Censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Pará possui uma população estimada em quase 8 milhões de habitantes. Desses, cerca de 24% (1,7 milhão) possuem algum tipo de deficiência, assim como 24% da população brasileira, o equivalente a 45,6 milhões.

O engenheiro civil Manoel Dantas, da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), acompanha as obras há dois anos, e informou que foram realizadas várias melhorias no decorrer da construção. “As obras são de responsabilidade da Seaster com a Sedop (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas), por isso conseguimos ampliar os espaços para maior locomoção da pessoa com deficiência, garantindo acessibilidade, em um local com ventilação e utilização de luz natural, além do reaproveitamento de águas pluviais para irrigação dos espaços verdes”, completou o engenheiro.

“A construção desse espaço é um grande avanço, que só foi possível através do Plano Existir. Esse é um dos governos mais acessíveis e sensíveis à pessoa com deficiência que o Pará já teve. Ainda temos muito ainda para avançar, mas é muito bom ver a valorização dessa parcela da população”, disse Iracy Tupinambá, coordenadora estadual da Pessoa com Deficiência da Sespa.

Plano Existir - Lançado em 2012 pelo governo do Estado, o Plano Existir é coordenado atualmente pelo NAC. O Plano tem o compromisso de garantir ações a partir dos eixos saúde, educação, acessibilidade e inclusão social, para a promoção dos direitos fundamentais da pessoa com deficiência, ampliando o acesso ao patrimônio cultural e fazendo com que ela se sinta integrada à sociedade.

Compõem o Comitê Gestor do Plano Existir representantes de 18 órgãos públicos: Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon); Companhia de Habitação do Pará (Cohab); Escola de Governança Pública do Estado (EGPA); as fundações Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), Carlos Gomes (FCG) e Cultural do Pará (FCP); Núcleo de Articulação e Cidadania (NAC); Imprensa Oficial do Estado (IOE); Universidade do Estado do Pará (Uepa); Defensoria Pública; Polícia Militar e as Secretarias de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop), de Educação (Seduc), de Esporte e Lazer (Seel), de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e de Saúde Pública (Sespa).

A diretora-geral do NAC informou ainda que já estão garantidos dois microônibus adaptados para transporte dos pacientes. O serviço será previamente marcado, e oferecido pela instituição administradora do centro.

Na próxima semana, Daniele Khayat participará de reunião com representantes da Semob (Secretaria Executiva de Mobilidade Urbana de Belém) para avaliar a possibilidade de ajuste de alguns itinerários de ônibus e pontos de parada, melhorando o acesso ao CIIR pelo transporte público.

Por Erika Torres

 

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